Caracterização
Da pré-história chega-nos um legado de evidente importância: o número de monumentos funerários provenientes do período neolítico (cerca de 2500 anos antes de Cristo), comummente designados por "mamoas" e "antas", é de cerca de uma centena.
O período de ocupação romana revela vestígios diversos, sobretudo na quantidade significativa de recintos defensivos e habitacionais (castros) existentes por todo o concelho.
A Idade Média traz consigo uma organização do território e do espaço que será, também ela, um reflexo das condicionantes naturais e da geografia.
A montanha favoreceu o desenvolvimento de recursos naturais abundantes, sobretudo de caça diversa, que juntamente com a sua posição estratégica de fronteira cedo impeliram os primeiros monarcas nacionais a visitar e a incentivar a fixação de populações nessas zonas.
A sua posição estratégica natural destacou as terras de Valdevez como lugar primordial de organização militar e social, atestada já em documentação dos Séculos X e XI.
O castelo de Santa Cruz, em Vila Fonche, sobranceiro à actual vila, foi um dos primeiros elementos de suporte à fixação humana nesta zona, solidificada pela fácil comunicação das diferentes vias que confluíam na ponte medieval do rio Vez. Deste modo, foi favorecido o desenvolvimento de um polo urbano dinâmico e fundamental, que já em 1258 controlava uma mancha geográfica próxima da do actual concelho de Arcos de Valdevez.
A importância de toda esta área como vector de evidente desenvolvimento, leva D. Manuel I a conceder foral novo à vila em 1515. A reforma liberal oitocentista viria a traçar os limites definitivos do actual concelho.
Monumentos
No concelho, um dos vários pontos de destaque é o Castelo de Santa Cruz, que assumiu uma posição estratégica de apoio real a uma linha defensiva de fronteira com a Galiza, assente no eixo Monção - Lindoso. Outros monumentos de destaque são: o Mosteiro de Ermelo, edificado no final do séc. XIII, a Ponte de Vilela, a Ponte de Cabreiro, o Mosteiro Miranda, a Ponte dos Arcos, o Castro de Ázere e o Castro de Alvora. Para visitar aconselhamos o Alto do Cavalo.
Gastronomia
Dos pratos de carne, o mais tradicional do concelho é o cozido à portuguesa, sem esquecer as papas de sarabulho, os rojões, o cabrito assado e a costela barrosã. Para os apreciadores dos pratos de peixe é de experimentar e chorar por mais a lampreia do rio e o bacalhau à violeta. Nos doces destacam-se os charutos de ovos, as brandas de cachena, e as cavacas dos arcos.
Feiras, Festas e Romarias
Expovez - realiza-se anualmente em Agosto e permite divulgar as potencialidades dos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca. Permite também aos comerciantes, industriais e agricultores exporem aqui as suas actividades. Nas romarias destacam-se as seguintes: as Festas do Concelho, em Agosto, tendo como principais atracções o Cortejo Etnográfico e o Festival Internacional de Rancho Folclórico; a Festa de S. João, em Junho, participando todos os anos marchas de várias freguesias do concelho; a Festa da Peneda, em Setembro; as Festas de S. Bento de Ermelo, na noite de véspera - as pessoas cumprem promessas deslocando-se a pé até ao Mosteiro de S. Bento; as Festas da Sr.ª do Castelo, em Junho - as ruas por onde vai passar a procissão são decoradas com flores e no dia da festa acompanha-se a pé a Santa ao Monte do Castelo.
Artesanato
Na arte manual são de referir os panos de linho de fabrico caseiro, a cestaria, os tamancos, as mantas, as passadeiras de farrapos, as alfaias agrícolas em madeira e ferro, os espigueiros e os carros de bois em miniatura.
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