Caracterização
Foi o primeiro pólo da fronteira do Minho a ganhar importância estratégica e que perdurou até ao fim da Idade Média. D. Afonso Henriques concedeu-lhe foral em 1183, pretendendo deste modo fomentar o desenvolvimento da povoação e a fortificação da fronteira. Com D. Afonso III e D. Dinis, a Vila é cercada de muralhas que, rodeando o burgo românico, hoje o separam da parte nova. Com D. Pedro I, Melgaço recebe o privilégio de o trânsito para Espanha fazer aí a sua passagem obrigatória.
Vários acontecimentos históricos se desenrolaram em redor de Melgaço, alguns de capital importância para o país, como foi o caso da guerra de D. João I de Portugal contra João de Castela, em que se tornou em lenda a luta entre Inês Negra e "Arrenegada".
Monumentos
Elegemos estes monumentos da região: igreja do Mosteiro de Paderne; igreja de Fiães; igreja de S. João Baptista (Lamas de Mouro); igreja Matriz de Castro Laboreiro; igreja Paroquial de Chaviães - edifício românico do séc. XIII; igreja/convento das Carvalhiças, do séc. XVIII (vila); capela de S. Julião - de estilo gótico, séc. XIV (vila); capela de Sto. Cristo (vila); ponte das Cainheiras - medieval com dois arcos de volta perfeita (Castro Laboreiro); ponte Dorna - medieval com um arco de volta inteira (Castro Laboreiro); ponte de Varziela - medieval, com um arco de volta perfeita (Castro Laboreiro); ponte e moinho da Assureira (Castro Laboreiro); ponte Nova/Cava da Velha - de estrutura romana, adaptada na época medieval (Castro Laboreiro); castelo de Melgaço - do séc. XIII, destaca-se a Torre de Menagem (vila); muralha de Melgaço - do séc. XIII (vila); igreja Matriz (vila); igreja da Misericórdia (vila). Para visitar aconselhamos a Ermida de S. Marcos da Várzea, em Remoães, o edifício da antiga Câmara Municipal/Cadeia/Biblioteca (Vila), quinhentista com pórtico do séc. XVII, a Casa da Quinta da Calçada (Vila), do séc. XVII, a capela da Orada (Vila) e o Castelo de Castro Laboreiro - fortificação medieval.
Gastronomia
A gastronomia deste município é um grande atractivo turístico devido à abundância e qualidade dos seus produtos e à sua cuidada elaboração. Alguns dos pratos típicos são o cabrito assado no forno de cozer o pão, a lampreia com arroz, a lampreia à bordaleza, as trutas do rio Minho abafadas, o sarrabulho, o caldo de farinha, os grelos com rojões, a bôla da frigideira, o bolo da pedra, o arroz de cabidela; a água d'unto, o bucho doce, as migas doces e os pasteis mimosos.
Feiras, Festas e Romarias
As festividades são inúmeras na localidade, por isso apenas nomeamos: as festas de Paderne, em Agosto, as festas concelhias, no segundo domingo de Agosto e as festas de N. Sr.ª do Rosário, em Setembro.
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